Isso das redes sociais mordenizaram muita coisa, e estreitaram laços que antigamente eram inimagináveis.
Por exemplo, tenho a minha ginecologista adicionada ao meu grupo de amigos no Facebook. Mas antes disso, pensei muito no assunto... Quer dizer, é minha médica, não é? Há uma espécie de patamar que nos separa... Estou habituada a seguir as indicações que me dá, até mesmo quando me diz que preciso fazer o teste da glicemia, sem estar grávida.
É uma médica extraordinária e como ser humano também não deixa a desejar.
Mas, voltando
, ao mesmo tempo, é alguém que me conhece bem de mais... É que nem a minha mãe me conhece tão bem. Já viu coisas que não me apetece partilhar com mais ninguém, ali dentro daquele consultório ela é a entidade suprema a quem posso me confessar e mostrar-me de uma maneira que não faço intenções de mostrar a mais ninguém.
Por tanto, o argumento que me levou a decidir que podíamos ser "amigas" no Facebook foi:
Ela já sabe e viu tanto de mim que nada que eu possa partilhar será